Em grande parte dos
cursos virtuais ainda perduram as práticas centradas na memorização, repetição,
sem aterem-se aos mecanismos interativos e de aprendizagem colaborativa, em que
o conhecimento seja construído em sintonia uns com os outros. De qualquer
forma, essas práticas tendem a sucumbir porque as novas gerações, que emergem
com a cibercultura, trazem consigo uma exigência cognitiva e comunicacional que
terão maior e melhor eficácia, diante de qualquer crítica, para modificar os
comportamentos e práticas docentes referidas.
O computador em rede é possibilidade para ações do sujeito interagente (professor e aluno) que opera com outros interagentes a partir de imagens, sons e textos plásticos e dinâmicos. O computador é espaço de adentramento e manipulação em janelas móveis, plásticas e abertas a múltiplas conexões entre conteúdos e interagentes geograficamente dispersos, mas que interagem realizando compartilhamentos e encontros de colaboração síncronos e assíncronos. No contexto da cibercultura a interatividade manifesta-se nas práticas comunicacionais como e-mails, listas, blogs, videologs, jornalismo online, Wikipedia, Youtube, MSN, mesenger, Facebook, chat, MP3 e outros empreendimentos que aglutinam grupos de interesse como cibercidades, games, softwares livres, ciberativismo, webarte, música eletrônica.
O ciberespaço é o “hipertexto mundial interativo, onde
cada um pode adicionar, retirar e modificar parte dessa estrutura telemática,
como um texto vivo, um organismo autoorganizante.”
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